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Santa Filomena
 

A Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus realiza todo dia 10, às 15h, uma missa em louvor a Santa Filomena.

 

Conheça sua história

Santa Filomena era filha de um rei da Grécia. Como seus pais não tinham filhos, ofereciam sacrifícios e preces constantemente a seus falsos deuses para consegui-los. Providencialmente, o médico do palácio, de nome Públio, era cristão.

Penalizado pela cegueira espiritual de seus soberanos e inspirado pelo Divino Espírito Santo, falou-lhes da fé em Jesus, garantindo-lhes que suas orações seriam ouvidas se abandonassem os falsos deuses e abraçassem a Religião Cristã.

Impressionados com o que ouviram, e tocados pela Graça, resolveram receber o Batismo, após o qual lhes nasceu uma linda filhinha no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Chamaram-na de Lumena ou luz, por ter nascido à luz da fé. Na pia batismal deram-lhe o nome de Filomena, isto é, Filha da Luz, da Luz Divina que lhe iluminou a alma por meio desse Augusto Sacramento.

Aos cinco anos de idade recebeu pela primeira vez a Sagrada Comunhão e desde então lhe aumentavam os desejos de íntima união com o Divino Redentor, até que, na idade de 11 anos, a Ele se consagrou por voto de virgindade perpétua.

Contava 13 anos quando seu pai foi ameaçado de uma injusta guerra pelo Imperador Diocleciano, obrigando-o a ir a Roma numa tentativa de paz. Acompanharam-no na viagem a esposa e a filha. O Imperador os admitiu imediatamente à sua presença, para impor, sem dúvida, seus cruéis objetivos em relação à soberania da Grécia. Mas ao ver a princesa, tudo se mudou em sua mente doentia. A beleza da menina-moça o encantou e de pronto concordou, não só com uma paz duradoura, mas com uma sincera amizade complementada com privilégios políticos e econômicos, desde que lhe fosse dada a mãe da linda princesinha por esposa. Seus pais sentiram-se aliviados e de imediato concordaram com a interessante proposta imperial.

De regresso à Grécia, em lágrimas, declarou Santa Filomena, que tudo fizera para convencer seus pais a retirarem a aprovação dada a Diocleciano, que seu coração já pertencia a outro Senhor, o único Soberano, o Rei dos Reis, Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem se consagrara por voto de virgindade quando completara 11 anos de idade. E que nada deste mundo, nem mesmo a morte, a impediria de cumprir sua promessa.

Seus pais ficaram arrasados. Amavam-na demasiadamente e sabiam que tal recusa ao Imperador trar-lhes-ia, no mínimo, a morte da sua única e adorada filhinha, dor que certamente não teriam forças para suportar. Então, seu pai, com doçura, procurou convencê-la que seu voto, aos 11 anos, não tinha nenhum valor, porque nessa idade não podia dispor de si. Era um voto nulo.

Fora esta, talvez, a parte mais difícil do seu martírio. Enquanto seu pai esforçava-se por dissuadi-la, sua mão com o rosto encostado ao seu, banhava-o com abundantes lágrimas... Mas que fazer? Seu coração ansiava por encontrar-se com seu Celeste Esposo e, depois, era também por amor a eles - seus pais - que fazia aquele sacrifício, pois queria recebê-los, um dia, no Céu.

Entretanto, seu pai, vendo esgotados todos os seus argumentos, aplicou o último recurso. Valeu-se de sua autoridade moral e legal. Disse que a forçaria a obedecer-lhe. Mas o bom Jesus não abandona quem a Ele se consagra de verdade. Dera-lhe forças para, sem ferir a susceptibilidade dos pais, permanecer irredutível.

O Imperador considerou a recusa da jovem princesa como um pretexto de deslealdade ao Império e ordenou que a trouxessem a sua presença. Seus pais, antes de levá-la, atiraram-se aos seus pés e suplicaram-lhe que se apiedasse deles e do seu reino. Respondeu-lhes que o único reino pelo qual deveriam lutar era o Reino dos Céus, e que lá os esperaria. Encerrara aqui a primeira batalha do seu martírio.

Chegada à presença do Imperador, este empregou todos os recursos possíveis para convencê-la a ser Imperatriz de Roma. Fez-lhe mil lisonjas e promessas, mas como seu esforço foi inútil, enfureceu-se, e ordenou que a encarcerassem nos subterrâneos do Palácio. Todavia, ia visitá-la diariamente na prisão, na esperança de, galanteando-a, conseguir quebrar sua resistência. Durante tais visitas, permitia que a aliviassem das correntes e lhe dessem um pouco de água e pão, Mas sem nada conseguir, retirava-se, cada vez mais enfurecido e ordenando que se lhe aumentassem as torturas.

Impossível era que, uma frágil menina de apenas 13 anos, que vivera sempre cercada do máximo conforto e desvelo no Palácio de seus pais, resistir a tantas torturas, não fora a proteção especial que lhe dispensavam seu Divino Esposo e a Virgem Santíssima, os quais visivelmente encorajavam-na com freqüentes aparições.

Decorridos 37 dias em que se encontrava em tão lastimável estado, a Rainha do Céu lhe apareceu aureolada por uma deslumbrante luz, trazendo desta vez, em seus braços, o Deus-Menino, e disse-lhe que, depois de mais três dias, iria ser retirada daquele cárcere, quando então teria que sofrer cruéis tormentos por amor ao seu Divino Filho. Tal aviso deixou a "Princesinha do Paraíso" apavorada. Mas a Celeste Rainha encorajou-a com as seguintes palavras:

"Minha filha, tu me és mais querida acima de todas, porque trazes o meu nome e o do meu Filho. Tu te chamas Lumena. Meu Filho, teu Esposo, chama-se Luz, Estrela, Sol. E eu me chamo Aurora, Estrela, Luz, Sol. Serei o teu amparo. Agora é o momento transitório da fraqueza e da humilhação humanas; quando chegar, porém, a hora extrema do teu julgamento, da tua decisão ante os horríveis tormentos que te serão impostos, receberás a graça da divina força. Além do teu Anjo da Guarda, terás a teu lado o Arcanjo São Gabriel, cujo nome significa "a Força do Senhor". Quando eu estava na terra era ele o meu protetor. Mandá-lo-ei agora àquela que é a minha mais querida filha”.

Após tão maravilhosa visita, a Rainha dos Céus desapareceu deixando a jovem prisioneira reanimada, disposta mesmo a sofrer os maiores tormentos por amor ao Divino Filho de Maria que por ela dera a vida no madeiro da Cruz.

Ao enlevo em que ficara pela presença da Mãe de Deus, juntara-se um celeste perfume com o qual a Excelsa Senhora a inebriara e que permaneceu no cárcere enquanto lá esteve prisioneira.

Passados os três dias, cumpriu-se o que a Celeste Rainha anunciara. O Imperador vendo-se irremediavelmente derrotado pela firmeza da princesa, resolveu mandá-la torturar publicamente. O primeiro dos suplícios foi o dos açoites, acompanhado por horrorosas blasfêmias. O corpo da menina ficou reduzido a uma única chaga e, já agonizante, foi a mesma atirada na escura prisão onde deveria exalar os últimos suspiros. Mas quando julgava haver chegado o momento de se apresentar ante seu Celeste Esposo, dois formosos Anjos lhe apareceram, ungiram seu dilacerado corpo com um bálsamo celeste e deixaram-na completamente curada.

Na manhã seguinte, o Imperador, ao tomar conhecimento da assombrosa notícia, ordenou que a levassem à sua presença. Ao vê-la mais encantadora que nunca, desmanchou-se em lisonjas procurando convencê-la de que fora o deus Júpiter que a havia curado por destiná-la a ser Imperatriz de Roma.

Iluminada pelo Divino Espírito Santo, a Princesa Mártir repeliu firmemente o sofisma e respondeu ao tirano que seus deuses coisa alguma poderiam fazer. Eram simples estátuas de matéria inerte, cujos ilusórios trunfos não passavam de frutos da imaginação doentia dos homens que os criaram. Advertiu-o que se despertasse e procurasse ver o único Deus existente, Criador do Universo, dos Anjos e dos homens, o Deus que os cristãos adoram e diante do qual também ele, Imperador, teria de comparecer um dia para prestar contas dos seus atos.

Diocleciano, vendo-se mais uma vez derrotado, louco de raiva por não poder responder aos argumentos sensatos da princesinha cristã face à impotência dos deuses do Império, ordenou que lhe amarrassem uma âncora no pescoço e a lançassem no rio Tibre. Entretanto, o Divino Redentor veio em socorro da sua consagrada, confundindo seus inimigos e convertendo a muitos: no exato momento em que a mesma estava sendo atirada no rio Tibre, dois Anjos apareceram, cortaram a corda que prendia a âncora, e a transportaram para a outra margem, sem que as águas lhe tocassem sequer as vestes.

Esse grandioso milagre foi presenciado por centenas de pessoas, das quais muitas se converteram, inclusive os soldados que a lançaram no Tibre. O Imperador, porém, mais obstinado que Faraó, atribuiu o maravilhoso prodígio a algum poder mágico da menina, declarou-a feiticeira e ordenou que fosse arrastada pelas principais ruas da cidade e depois transpassada por setas. Mortalmente ferida, foi abandonada no cárcere como se já estivesse morta. Mas seu Celeste Esposo fê-la cair num sono reparador, despertando-a mais tarde completamente curada e mais formosa que nunca.

O Imperador, no entanto, ao invés de se curvar ante a evidência do indiscutível poder do Deus único e verdadeiro, enfureceu-se ainda mais e ordenou que a flechassem ininterruptamente até ficar comprovadamente morta. Mas, que maravilha! Por mais que se esforçassem os arqueiros, nenhuma seta saiu dos respectivos arcos. Julgou ainda o Imperador, que tal fato se verificara em razão do forte poder mágico de que era possuidora a princesa, o qual só poderia ser vencido pelo fogo. Determinou então que todas as setas fossem colocadas numa fornalha até ficarem totalmente rubras. Mas o Divino Esposo da sua eleita fez com que as setas em brasa se voltassem contra os que as haviam lançado, seis dos quais tiveram morte instantânea.

Esse extraordinário prodígio foi causa de numerosas conversões, passando o povo a reverenciar a fé e a reconhecer o ilimitado poder do Deus dos cristãos que tão bem protegia a sua mártir.

Temendo o Imperador maiores conseqüências, e já bastante confuso, ordenou que a Princesa fosse imediatamente decapitada. Mas ainda desta vez nenhum poder teria o tirano, não fora a vontade do Altíssimo permitir a consumação do martírio, a fim de que a "Princesinha do Céu" - conforme a chamara a Virgem Santíssima - pudesse receber na Glória o prêmio eterno da sua incondicional fidelidade a Cristo Jesus.

Assim, a Virgem Mártir doou sua vida por amor ao divino Filho da Virgem Santíssima, transformando seu precioso sangue virginal em semente fecunda que haveria de gerar milhões de almas para o eterno serviço de Deus. Colheu a palma do martírio numa sexta-feira, às três horas da tarde, sendo 10 de agosto o dia.

As Sagradas Relíquias de Santa Filomena

No dia 25 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre 13 e 15 anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma. Uma inscrição próxima ao túmulo dizia "A paz seja contigo, Filomena", junto com inscrições de uma âncora, três flechas e uma palma. Próximo aos ossos foi descoberto um vaso de vidro com um depósito de sangue ressequido. Por ser costume dos primeiros mártires deixar símbolos e sinais como estes, foi facilmente determinado que Santa Filomena havia sido uma virgem mártir.

Sua popularidade logo se espalhou, sendo seus mais memoráveis devotos São João Vianney, Santa Madalena Sofia Barat, São Pedro Eymard, e São Pedro Chanel.

Muitos Papas foram devotos de Santa Filomena. Entre eles, Pio IX, que no dia 7 de novembro de 1849 celebrou a Santa Missa no altar onde estão as Santas Relíquias e, no dia 15 de janeiro de 1857, concedeu ofício próprio com Missa. São Pio X, que em peregrinação a Mugnano doou à imagem da Virgem Mártir um riquíssimo anel. Leão XIII, que peregrinou ao Santuário de Mugnano duas vezes, e em 1884 aprovou, consagrou e indulgenciou o cordão de Santa Filomena.

Depois de ser curada milagrosamente, a Venerável Pauline Jaricot insistiu para que o Papa Gregório XVI iniciasse o exame para a canonização de Santa Filomena, que já estava sendo conhecida como grande taumaturga.

Gregório XVI, tendo recebido o parecer favorável da Sagrada Congregação dos Ritos à canonização de Santa Filomena, elevou-a à honra dos altares, instituindo ofício próprio para o culto e a festa, proclamando-a "A Grande Taumaturga do Século XIX", "Padroeira do Rosário Vivo" e "Padroeira dos Filhos de Maria".

As relíquias de Santa Filomena ainda são preservadas em Mugnano, na Itália.

 

Oração a Santa Filomena

Ó gloriosa Virgem e Mártir Santa Filomena, que do Céu onde reinais vos comprazeis em fazer cair sobre a Terra benefícios sem conta, eis-me aqui prostrado a vossos pés para implorar-vos socorro para minhas necessidades que tanto me afligem, vós que sois tão poderosa junto a Jesus, como provam os inumeráveis prodígios que se operam por toda parte onde sois invocada e honrada.

Alegro-me ao ver-vos tão grande, tão pura, tão santa, tão gloriosamente recompensada no céu e na terra.

Atraído por vossos exemplos à prática de sólidas virtudes e cheio de esperança à vista das recompensas concedidas aos vossos merecimentos, eu me proponho de vos imitar pela fuga do pecado e pelo perfeito cumprimento dos mandamentos do Senhor.

Ajudai-me, pois, ó grande e poderosa Santinha, nesta hora tão angustiante em que me encontro, alcançando-me a graça ... e sobretudo uma pureza inviolável, uma fortaleza capaz de resistir a todas as tentações, uma generosidade de que não recuse a Deus nenhum sacrifício e um amor forte como a morte pela fé em Jesus Cristo, uma grande devoção e amor a Maria Santíssima e ao Santo Padre, e ainda a graça de viver santamente a fé para um dia estar contigo no céu por toda a eternidade.

Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória...

 

Coroinha de Santa Filomena

A Coroinha de Santa Filomena é um pequeno rosário formado por contas brancas e vermelhas. Reza-se assim:

1 Credo... (na medalha)
3 Pai-Nossos (nas contas brancas) em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida.
13 Ave-Marias (nas contas vermelhas) em louvor dos 13 anos em que viveu na terra a Virgem Mártir.
A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória:

“Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço” ou “Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós”.

Termina-se a coroinha na medalha triangular, com uma oração a Santa Filomena:

Ó gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade.
Querida Protetora, vinde em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos da virtude, pra ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, pra me trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bem-estar de minha família e o consolo em toda tribulação.
Milagrosa Santa Filomena
, em Vós confio! Amém.

 

O Cordão de Santa Filomena

São João Batista Maria Vianney, o Cura d"Ars, foi o maior difusor do uso do Cordão de Santa Filomena. O Papa Leão XIII aprovou o uso do Cordão em 1893 e concedeu indulgências a todos os que o usarem e rezarem esta oração:

Ó Santa Filomena, Virgem e Mártir, rogai por nós para que, por meio de vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração, que conduz ao perfeito amor de Deus.

Para lucrar as indulgências plenárias com o Cordão é preciso confessar-se, comungar, e visitar alguma igreja ou um doente, rezando pelas intenções do Papa.

Qualquer pessoa pode fazer o Cordão de Santa Filomena, que deve ser feito (crochê) com fios de linho ou lã ou de algodão (linha Clea, Anne). Em suas extremidades, de um lado, o Cordão tem dois nós, e na outra 3 nós, simbolizando a Santíssima Trindade e as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os fios devem ter quantidades mais ou menos iguais em cores branco e vermelho. O branco simboliza a virgindade de Santa Filomena, e o vermelho seu martírio.

A faculdade para benzer os cordões de Santa Filomena foi dada aos Padres de São Vicente de Paulo, mas atualmente qualquer padre pode benzê-lo validamente. Se você fizer seu Cordão, envie-nos que levaremos para Pe. Afonso benzer. A oração oficial da bênção do Cordão é:

"Senhor Jesus, concedei que todos os que usem este cordão mereçam ser preservados de qualquer perigo e recebam a saúde da alma e do corpo."

O cordão deve ser usado na cintura, sob a roupa, e se possível não ser retirado. Se não for possível usá-lo na cintura, pode-se usá-lo no braço ou na perna.

 

O Óleo de Santa Filomena
Esse óleo milagroso é retirado de qualquer lamparina que esteja iluminando uma imagem ou estampa de Santa Filomena, para passar no local da enfermidade.

 
 
 
Agenda
 

10/09/2010 - Missa de Santa Filomena

12/09/2010 - Macarronada da Mama

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